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Meio ambiente: reciclagem e sustentabilidade ganham espaço no Shopping Della

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Com programa em execução desde 2016, empreendimento visa chegar ao total de 80% em reaproveitamento de resíduos nos próximos meses

A sustentabilidade tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões sociais e principalmente nas empresas. Foi pensando nisso que o Shopping Della realizou um diagnóstico do lixo gerado no fim de 2016. No empreendimento são produzidas cerca de 110 toneladas de lixo por ano, contando materiais orgânicos, recicláveis e eletrônicos. Desse montante 60% já é reaproveitado e a meta é chegar a 80%.

Todo o lixo produzido pelo condomínio tem como destino a Composul, empresa especializada no tratamento de resíduos orgânicos. “De todos os materiais descartados no shopping, 34% são orgânicos, utilizados pelos parceiros na produção de adubo. Ou seja, dessa forma nós promovemos uma solução sustentável do ponto de vista ambiental e econômico, ao virarmos fornecedores de matéria-prima, contribuindo para a manutenção da gestão dos resíduos”, explica o superintendente do Shopping Della, Luís Rodrigues.

No município de Criciúma são geradas aproximadamente 160 toneladas de resíduos por dia, com apenas 5% de reciclagem efetiva. “Mais de 60% do que é coletado acaba não sendo aproveitado por não ter sido separado corretamente”, aponta o engenheiro agrônomo da Composul, Marco Aurélio Salvaro de Souza.

Central de Triagem

A barreira da falta de cultura da separação do lixo trouxe dificuldades na primeira tentativa de aplicação de medidas sustentáveis no Della, conta Souza. Inicialmente foram colocadas seis lixeiras diferentes na Praça de Alimentação com cores e sinalizações de distinção para depósito de plástico, papel, latinha, pet, orgânicos e rejeito. Como as coletoras continuavam a receber materiais misturados, em abril de 2018 o Shopping Della resolveu implantar uma central de triagem. “Essa estrutura adequada para a separação dos resíduos tornou viável a execução do projeto de reaproveitamento”, conta o engenheiro.

A adesão e adaptação dos colaboradores do shopping e das operações à política de separação de resíduos foram rápidas, o que facilita ainda mais o aproveitamento de matéria prima, frisa Souza. “Nós estávamos literalmente jogando fora muita matéria prima que poderia ser reaproveitada. Poupar recursos é sustentabilidade pura, cada empresa é responsável pelos resíduos que gera e deveria exercer esse papel”, pontua.

Alguns aspectos, sobretudo a falta de conscientização da população, dificultam a evolução na área da sustentabilidade na região, percebe o superintendente do Shopping Della, Luís Rodrigues, a partir da experiência no empreendimento. A falta de educação resulta no retrabalho nos processos de reciclagem. A educação e ações de incentivo do poder público, como a flexibilização das taxas de coleta, também poderiam ajudar a melhorar o cenário, observa ele. “É uma operação mais cara, mas o retorno é muito maior que o dinheiro. Precisamos perceber que o planeta é um só e que para preservá-lo nós temos de sair da zona de conforto é desafiador”, arremata.

Planejamento e informação são os primeiros passos para a mudança. Colocar o lixo todo junto e misturado pode parecer a solução mais fácil a curto prazo, mas as consequências podem afetar a todos em um futuro bem próximo. Para atingir a meta, o passo agora é aprimorar a reciclagem nos primeiros focos de geração de resíduos, como as lixeiras de escritório.

 

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Texto e fotos: Beatriz Formanski