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Cinco temas em alta na Comunicação Corporativa

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Um dos maiores eventos do setor no país, o Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, trouxe vários temas à discussão, mas alguns deles se repetiram nas palestras de gestores de empresas e de agências de Relações Públicas. Neste artigo, nós destacamos cinco tópicos mais abordados durante os três dias de evento e que devem ter a atenção tanto dos profissionais da área como de quem contrata serviços de comunicação.

  1. Influenciadores Digitais

Pouco se falou sobre relacionamento com jornalistas durante o Congresso de Comunicação Corporativa, o foco continua nos influenciadores digitais. Ao contrário de anos anteriores, quando este relacionamento ainda gerava muitas dúvidas, agora os gestores já estão munidos de dados e experiências ricas para contar. Sabe-se, por exemplo, que 69% dos influenciadores digitais só falarão de sua marca se você pagar. Mas não pense que o relacionamento com eles é o mesmo que você tinha com as celebridades contratadas para comerciais. Os influenciadores digitais respeitam muito seu público, criaram sozinhos uma audiência de dar inveja a muita empresa de mídia e querem autenticidade. Nem a contratação deles nem a sugestão de uma pauta devem ser feitas como para celebridades e jornalistas.

  1. Conteúdo

Todos querem se destacar neste emaranhado de redes sociais e nos buscadores, querem ser relevantes. E relevância está diretamente relacionada a conteúdo de alto impacto, de qualidade. O que se procura é ser a resposta do buscador, levar a informação que as pessoas estão buscando. Embora as mídias tenham mudado muito ao longo dos anos, ainda é o conteúdo a chave para se destacar. Conhecer o consumidor, saber o que ele procura, o que importa para ele vai dar norte à produção de conteúdo consistente e de qualidade.

  1. Branded Content

Associada a uma estratégia de conteúdo é preciso ter uma estratégia de distribuição. Há alguns anos, rádio, TV, jornal e revista eram os canais óbvios para levar informação ao público. O meio digital bagunçou este modelo e os meios tradicionais estão buscando outras formas de fazer com que a sua audiência ainda seja atrativa para os anunciantes. Nesta linha, o Branded Content, ou conteúdo de marca, ganha cada vez mais espaço. Durante o Congresso de Comunicação Corporativa, a Abril foi um dos cases e basta folhear as revistas da editora para perceber que o ABC (Abril Branded Content) está fortalecido. Trata-se de transformar os tradicionais anúncios de campanhas publicitárias em conteúdo editorial patrocinado pelas marcas. No lugar de anunciar o protetor solar, apresenta-se dicas de como proteger sua pele do sol. Uma estratégia que já era utilizada por algumas marcas, mas que vem se tornando o meio que os canais tradicionais encontraram para concorrer com o digital.

  1. Mídias proprietárias

Se para se tornar relevante, ser a resposta do buscador, é preciso ter conteúdo consistente e de qualidade, por que não utilizar um canal próprio para distribuição dele? As marcas estão criando suas próprias mídias para levar ao público as informações que se procura na internet. O Boticário apresentou seu case Viva Linda, um portal em que leva às suas consumidoras conteúdo sobre beleza. Para definir a linha de trabalho, termos sobre pele, cabelo, maquiagem são pesquisados em buscadores. Mas fica um alerta dos especialistas: assim como no Jornalismo, não vale conteúdo chapa branca, ou seja, mídia proprietária não se trata de notícias institucionais ou sobre produtos, mas de informações que as pessoas realmente procuram e com fontes independentes e confiáveis.

  1. Transmídia e crossmídia na Comunicação Interna

A tecnologia também mexeu com a comunicação dentro das empresas. Reuniões e informativos impressos estão longe de ser suficientes para manter funcionários motivados e engajados. O conceito de transmídia, que significa que o conteúdo está acima da mídia e deve ser diferente para cada canal, também se aplica na comunicação interna. O mesmo que as marcas utilizam para conquistar consumidores, as organizações devem buscar para informar seus profissionais. A história da empresa, por exemplo, pode ser fracionada e contada em diferentes mídias. Na GM, optou-se pelo crossmídia, levando-se a mesma informação que se divulga no canal tradicional para o digital. A ideia era não provocar uma grande ruptura. O fato é que a tecnologia transformou a forma de comunicar, mas não dispensou a necessidade de manter os profissionais bem-informados. Vale lembrar que um processo de comunicação interna bem feito pode aumentar de 20% a 25% a produtividade, além de contribuir com a redução de rotatividade. Na empresa de logística DHL, as ações de comunicação diminuíram em 50% o turn over.